Para Quem Já se Sentiu Pequeno Demais: Uma Reflexão Sobre o 'Não Mereço'
- 15 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Olhei para essa imagem: uma pequena plantinha na beirada de uma mesa. Analisando a plantinha, que estava na beira de um penhasco, na ponta da mesa, um passo do precipício, penso que até ela se esquece de ver o resto da mesa, porque na minha cabeça, eu estaria tão preocupada em não cair de lá, que não daria muitos passos. É daí que vem a onda de reflexões.
Tudo o que consegui pensar foi em como sempre me sinto tão pequena, em tudo que penso, em tudo que vejo, e como me sinto insignificante comparada ao mundo. E, ao mesmo tempo, eu sinto tanta coisa, eu quero ir para tantas direções, mas o medo de uma delas ser a beirada da mesa me paralisa. É um grito tão abafado por 'e se'...

Sabe aquele sentimento de ser muito novata e insignificante para ser talentosa, para ser forte, para ser grande? Aquela voz que sussurra 'você não merece', 'você não consegue', 'isso não é pra você'?
É a mesma voz que grita para o seu amigo que sempre acha que não vai conseguir um emprego melhor. É o mesmo eco na cabeça daquela sua tia que não iniciou a faculdade dos seus sonhos, porque se acha 'burra demais' para algo assim. É a mesma sensação que paralisa o seu vizinho, que não comemora nenhuma conquista, porque para ele, é o 'mínimo que ele faz'.
Quando lembro dessas tantas e tantas pessoas, só me vem um frase em caixa alta: SÍNDROME DO IMPOSTOR*. Todas essas pessoas não só conseguem, mas seriam tão felizes fazendo o que querem. E, no fundo, elas sabem disso.
*A síndrome do impostor é quando, apesar das conquistas, a pessoa sente que não merece o que alcançou e teme ser vista como uma fraude.
Já me perdi em tantos pensamentos de que não sirvo para aquilo, não consigo chegar lá, sou pequena demais para um desafio tão grande. E no fim, não tenho uma solução. Sendo a primeira vez neste blog que não tenho uma ajuda, um método ou um passo a passo. É um assunto tão delicado.
A visão de vida de quem se acha tão pouco é tão confusa e difusa que não se pode ajudar com um simples conselho. É algo mais complicado, sendo que tudo o que podemos fazer, é ter em mente que só com acolhimento, apoio e paciência, aquela sua tia pode se formar, aquele seu amigo pode mudar de carreira e aquele seu vizinho, um dia, vai conseguir gritar aos quatro ventos, de peito aberto: 'EU CONSEGUI!', sem medo, e sem receio.
Esta é só uma reflexão, mas é assim que posso te apoiar: com escuta e carinho.
Deixe aqui nos comentários esse seu medo, sua trava, e o seu ‘e se’. Se sinta livre para compartilhar.
Porque aqui no 'Versos', no fim, é sobre isso: a gente se ouvir, se acolher e perceber que não está sozinho na beirada da mesa. :)



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