Lições sem Manual: Verdades que Não Viram Conselho
- 1 de jan.
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Aqui venho falar de algumas lições que aprendi, ou mais ou menos isso. Para ser sincera, a gente só se conforma com a vida e as coisas à nossa volta e chama isso de aprendizado. Talvez usamos esse nome para não ferir o 'ego', para não admitir que, em muitos momentos, fomos simplesmente dobrados pelas circunstâncias.
Parece nada a ver, mas deixa eu tentar explicar: você não "aprende" como se portar à mesa; você observa e aceita que esse é o jeito de comer, de segurar os talheres e de mastigar sem mostrar a comida. No fim, você é apenas um "copia e cola" ambulante, com cinco frases gravadas para repetir sempre que for questionado.
E é assim, que me sinto sobre as milhões de vezes que bati a cabeça com certas atitudes de amigos. Um belo dia, acordei e percebi que, ou eu aceitava, ou eu me retirava. Não tinha como mudar o outro. Entendi que aceitar que algo é como é, não significa que eu concorde com aquilo. Eu só entendi, que essa luta é um gasto gigante de vitalidade, que poderia ser focada em mim.
Também é o que acontece em um trabalho novo: eles te mostram como as coisas funcionam, você questiona, tenta aprimorar o que foi passado, mas eles te cortam, te podam e te calam. Fazem você repetir, sem parar, os mesmos comandos e cliques ensinados. Entende que isso não é aprender, é aceitar?! E para ser sincera, você não vai mudar a forma de pensar dessas pessoas, não vai mudar o sistema; você só vai gastar energia, saúde mental e física.
E foi justamente nesse esgotamento que passei a observar mais. Nesses últimos meses, venho entendendo melhor como tudo funciona; como as pessoas, lugares, ciclos e ambientes se alimentam.
Uma vez ouvi que limite não é algo que você empurra goela abaixo do outro, mas algo que você diz: “esta é a linha; se você passar dela, teremos problemas”. As pessoas vão te testar; algumas vão tentar cruzar a linha, outras vão passar direto. O importante é o que você faz depois: se você se retira dali ou se aceita. Limites vêm de você para você, e não para o outro.
No fim de tudo, o que fazer? Aceitar ou deixar ir?
Esta é a maior lição que aprendi no auge dos meus 27 anos: há momentos de aceitar e se encaixar, e há momentos de mostrar a linha dos seus limites. Para este novo ciclo, meu plano não é aprender mil coisas novas, mas sim apurar o meu olhar para saber exatamente quando "aceitar" é o meu objetivo, ou só mais uma insegurança, a famosa âncora usada pelo medo de mudar.
E que, neste ano, saibamos reconhecer boas oportunidades e, ao mesmo tempo, tenhamos a coragem de deixar ir o que já não serve mais. Feliz 2026.



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